TENSÃO GEOPOLÍTICA ENTRE EUA, IRÃ E ISRAEL
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Gisele Souza
2/23/20262 min read
Tensão geopolítica Irã, Estados Unidos e Israel
Dia 20.02 , Trump afirmou que está avaliando uma ataque limitado ao Irã,caso não seja alcançado um acordo sobre o programa nuclear do país. Com esta tensão em evolução, Israel, se coloca em posição de alerta defensivo,para uma eventual guerra.
Caso Trump decida atacar traz o risco de ser deflagrado um conflito possivelmente mais longo,mais mortífero e muito mais perigoso do que a guerra de 12 dias ocorrida no ano passado, quando aviões americanos bombardearam três instalações nucleares Iranianas.Na época,Trump afirmou ter destruído completamente os locais,mas se analisarmos, se há necessidade de novo ataque é porque não foram destruídos totalmente, correto?
Temos um ponto importante de análise política, quando Trump foi eleito ele prometeu à nação que não entraria mais em guerras sem sentido para o país. Por isso, a preferência dele para que ataques sejam sempre cirúrgicos,como a captura de maduro,em Janeiro- rápida,barata e com mínimo de baixas possíveis.
Os ataques ele fez ao Irã,ano passado, foram exemplos de ataques de baixo custo político para ele.A resposta do Irã foi um ataque à uma base americana, o que na minha opinião,não passou de uma encenação, uma vez que, eles avisaram os militares para serem retirados,inclusive com agradecimento de Trump.
Agora temos um cenário diferente. A falta de um objetivo ofensivo claro,pode ser muito perigosa,pois,poderia levar o governo iraniano à enxergar uma ofensiva liderada pelos USA como ameaça existencial e responder de forma muito mais violenta.
Em carta enviada à ONU,dia 19.02.26,o chefe da missão do Irã afirmou que, “todas as bases,instalações e ativos”dos americanos na região seriam alvos legítimos,caso o país fosse atacado. “Os EUA serão totalmente responsáveis por quaisquer consequências imprevisíveis e incontroláveis”,disse a mensagem.
Isso certamente colocará em risco os 40 mil soldados americanos estacionados em bases militares no Oriente Médio,mas também, e esse é um ponto grave do conflito,afetar Israel. Israel diz “estar com o dedo no gatilho”,para qualquer reação em caso de guerra.
Enquanto os EUA aumentam sua presença militar os EUA negociam com os Iranianos um acordo diplomático para evitar o conflito.
Exigências de Trump:
-Irã deve acabar com seu programa nuclear.
-Interromper o enriquecimento de urânio.
-Cessar o apoio à grupos aliados na região-Hezbollah (Líbano), Houthis (Iemen), Hamas (Gaza) e milicias em Israel.
Até agora, o regime respondeu com exercícios militares no Estreito de Ormuz e ameaças de afundar os porta-aviões americanos no Golfo do Persico.
Caso essas negociações diplomáticas fracassem, marcadas para o dia 26.02, em Genebra, segundo fontes diretas da Casa Branca,que se a diplomacia ou ação militar limitada não levar Teerã a abandonar seu programa nuclear,poderá considerar nos próximos meses uma ofensiva muito mais ampla, com potencial objetivo de enfraquecer o regime e retirar os atuais lideres do poder.
Sendo assim, qualquer ação agora dos EUA, será limitada e não terá nenhum grande efeito caótico como previsto inicialmente.