Análises de consequências táticas, estratégicas para o mundo e para o Brasil.
Reflexão breve e didática do prolongamento do conflito Israel, EUA e Irã e suas consequências
Gisele Souza
3/7/20263 min read
Estamos vivendo momentos tensos no Oriente Médio e recebendo diversas informações vindas de todas as fontes possíveis e tornando a análise deste evento muitas vezes confusas.
Vou listar pontos importantes para análises e entendimento da crise de forma didática e simples resumidamente.
China,Russia e Estados Unidos, consequências e probabilidades:
Nível Tático:
-A degradação do arsenal Americano, drenagem de energia,beneficiam China e Rússia,pois,a China têm uma grande oportunidade de observar a doutrina,como estão sendo usados os arsenais americanos,isso é útil em caso de uma guerra em Taiwan.
-A Russia que se beneficia com os Estados Unidos com menos disposição de ajudar a Ucrania e pressionar seu presidente.
-Aumento do preço do petróleo prejudica a China que é sedenta por energia e isso beneficia a Russía que é um grande produtor, momento em que a Russia estava fragilizada economicamente.
A perda do Irã como fornecedor de petróleo.
Russia não depende mais dos drones Iranianos,então,ela mesma está fabricando seus drones.
Nivel Estratégico
China e Russia perdem mais um aliado,além,da Venezuela e possivelmente Cuba.
Os aliados da China e Rússia,agora têm a certeza que eles não virão em socorro em caso de ataque dos EUA.
Os EUA se configura agora como a única super potência global capaz de mudar as configurações regionais e atuar de forma decisiva em favor de um aliado como é o caso de Israel.
Em contrapartida,os países Árabes estão sentindo na pele serem aliados dos EUA.
Os EUA aumentam os gastos militares, se tornam mais vulneráveis em termos econômicos e por isso no longo prazo a China se beneficia.
Outros pontos importantíssimos para o mundo e para o Brasil.
-O estreito de Hormuz foi fechado pelo Irã e o mesmo atacou refinarias vizinhas.
-A produção da região pode parar em breve.US$200,00/Barril é a previsão do Financial Times.
O fechamento do Estreito começou com a morte do líder Supremo do Irã, Ali Khamenei.
Vamos entrar em consenso de que não há mocinhos, há interesses e consequências que chegarão em nossos bolsos.
Diante desses fatos, as seguradoras cortaram a cobertura de navios e obviamente empresas suspenderam as rotas comerciais.
O estreito de Hormuz têm 55 km de largura, fica entre o Irã e os Emirados Árabes.Por esse caminho passam 20% de todo o petróleo mundial,um em cada cinco barris consumidos no planeta. Qatar,Kuwait,Árabia Saudita e Emirados Árabes,todos dependem desse corredor, sem esse corredor,não há rota alternativa.
O Qatar é o maior exportador de GNL do mundo. Suas refinarias atacadas por drones Iranianos. A produção está parada.
A Árabia Saudita teve sua maior refinaria atacada.
O Iraque cortou a produção,nâo têm onde estocar.
Ao analisarmos com cautela, vemos claramente que mesmo que o conflito se encerre agora,nada voltará ao normal imediatamente.
Refinaria bombardeada não se reconstrói da noite para o dia. São meses de obras,equipamentos,testes de segurança. Mesmo que isso acabe,o mercado pagará caro por esse preço.
Afirmo que não é a gasolina somente que aumentará, petróleo é insumo-base da economia global,plástico,fertilizante,embalagem,energia.
Quando o barril de petróleo sobe, tudo sobe de preço.
Antes destes ataques acontecerem o barril estava USD.60,00,a previsão já chega à US$200,00, um aumento de 200%. Isso antes de pensarmos que o dólar já está subindo naturalmente.
Em crises geopolíticas, o dólar se valoriza, sempre! É um padrão histórico sem exceção.
Os investidores fogem para ativos seguros. O dólar é o ativo seguro do mundo.
Dolar alto? Importação cara em reais, combustível fertilizantes,comida,eletrônicos.
O CÂMBIO VIROU MAIS UM INIMIGO VITAL, PRINCIPALMENTE PARA O BRASIL!
O SUPERMECADO REFLETIRÁ ISSO EM NOSSO BOLSO NO BRASIL.